O surto epidémico Covid-19 que o país e o mundo combatem vieram revelar uma série de fragilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), resultantes de décadas de políticas de direita e de desinvestimento na Saúde, denunciadas e combatidas desde sempre pelo PCP.

Seja pelo défice de profissionais de saúde, agravado com a sua desvalorização social, profissional e salarial, seja pela falta de condições materiais e logísticas, a degradação e as tentativas de aniquilação do SNS têm-se tornado evidentes, resultando no que é hoje um terreno mais difícil para dar resposta à situação actual.

O Hospital Infante Dom Pedro é um exemplo do ataque que tem vindo a ser feito à saúde, com uma série de valências encerradas ao longo dos últimos tempos e grandes necessidades em termos de profissionais de saúde. Necessidades essas que se vêm agora evidenciadas e que precisam de uma resposta pronta, que tenha em vista não só o combate ao surto epidémico, mas também que reforcem o SNS que temos e teremos no futuro.

O encerramento temporário das urgências pediátricas no Hospital Infante Dom Pedro – causado pela infecção de médicos deste serviço - não deixa de ser preocupante pelo que pode representar para a saúde das crianças e jovens da região, que terão que se deslocar até Porto ou Coimbra em caso de urgência. Relembramos que mais investimento, traduzido em melhores condições evitariam situações-limite, que não são aceitáveis e não podem perdurar no tempo.

O PCP salienta o papel essencial e insubstituível que o Serviço Nacional de Saúde tem, hoje e sempre, e manifesta a sua profunda solidariedade a todos os seus trabalhadores, bem como a todos os trabalhadores de outras áreas que laboram neste período de especial complexidade.

O quadro exigente que agora se coloca, exige medidas que possam dar o devido combate, exigindo medidas de prevenção, contenção e mitigação do surto epidémico, mas também que garantam o direito ao trabalho e a garantia dos direitos dos trabalhares. O PCP acompanha e denuncia grandes grupos económicos, que também no nosso concelho tentam e tentarão à luz do que é a situação actual coagir trabalhadores a pedir férias, licenças sem vencimento, ou tantas outras estratégias para que caia nos ombros dos trabalhadores toda a responsabilidade e prejuízo.

Apenas uma política assente nos valores de Abril e fundada numa política patriótica e de esquerda conseguirá levar a cabo medidas estruturais essenciais ao desenvolvimento de uma resposta à altura das exigências actuais. Podem contar, como sempre, com o PCP para esta luta.

 

 

22 de Março de 2020,
Comissão Concelhia de Aveiro do PCP

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