Oliveira de Azeméis

A empresa do sector têxtil "Prisma-Paraíso", situada na Vila de Cucujães, avançando com processo de insolvência, encerrou portas colocando no desemprego setenta trabalhadoras.

Esta empresa de capital Alemão instalada em Portugal há mais de três décadas, durante este percurso alterou três vezes a sua designação, tendo as trabalhadoras passado de uma empresa para a outra, sempre com a salvaguarda da sua antiguidade.

Nos últimos quatro anos o patronato foi acentuando a pressão sobre as trabalhadoras, reprimindo-as e assediando-as moralmente, contra-ordenação por que foi várias vezes condenada.

A empresa aproveitando-se do surto epidémico impôs injustificadamente às trabalhadoras a paragem do trabalho durante uma semana e o lay-off de 1 a 30 Abril. Após este período a empresa recorreu ao trabalho extraordinário e à pressão pelo cumprimento de objectivos para fazerem face às muitas encomendas.

 O PCP manifesta a sua solidariedade com a luta dos trabalhadores da Lactogal, em Oliveira de Azeméis, que se encontram em Greve durante 24 horas na defesa de direitos e por melhores salários.

Os trabalhadores lutam por aumentos dignos de salários, com valor mínimo de 35€. Valor anteriormente acordado com a empresa mas que esta não cumpriu, bem como o direito às diuturnidades para todos os trabalhadores.

Se os lucros não são distribuídos pelos trabalhadores, porque é que à primeira dificuldade são os trabalhadores a pagar a factura?

A actual crise sanitária provocada pelo virus Covid-19, tornou ainda mais evidente as fragilidades e pressões a que os trabalhadores são sujeitos e em particular os trabalhadores com vínculo precário.

 O Grupo Simoldes – Plastic Division um dos maiores empregadores do concelho de Oliveira de Azeméis, teve no ano de 2018 Resultados líquidos acima dos 10 milhões de euros (segundo a lista das 500 melhores empresas de Aveiro), isto só nos Plásticos. Além disso, este grupo tem recorrido a fundos comunitários para expandir o seu negócio.

O PCP já tinha alertado para a fragilidade dos seus trabalhadores onde num comunicado em 2018 dizia: “Quem aqui trabalha com vínculos precários, mas ocupa postos de trabalho permanentes, a única certeza que tem é a incerteza quanto ao seu futuro, apesar deste grande grupo que é a Simoldes ter um futuro bem claro e prospero”, “Para além da precariedade, também a imposição dos bancos de horas, que não passam de um depósito de horas de trabalho não remunerado, é uma realidade. Para quem se recusa a aceitar os bancos de horas, a ameaça e repreensão são uma constante.”.

No passado sábado, dia 15, o deputado do PCP na Assembleia da República, António Filipe, encontrou-se com os trabalhadores das empresas «Catalã» e «Jomica», do sector do calçado em Oliveira de Azeméis, para ouvir as suas preocupações quanto ao seu futuro.

Entretanto, o PCP teve conhecimento que a empresa terá pago os salários em atraso referentes a parte do mês de Janeiro e o correspondente aos dias que trabalharam no mês de Fevereiro.

Os trabalhadores em luta pela garantia dos seus direitos, encontram-se em vigília junto às empresas para impossibilitar a saída de máquinas e de material.

Uma delegação do PCP esteve hoje junto dos trabalhadores das empresas de Calçado «Catalã» e «Jomica», pertencentes aos mesmos donos, que encerraram as portas na passada sexta feira.Os cerca de 110 trabalhadores estiveram hoje à porta das empresas para receberem o documento que lhes dará direito ao subsidio de desemprego mas estes trabalhadores têm ainda a receber metade do salário de Janeiro e os dias de trabalho do mês de Fevereiro.

As empresas encerraram sem qualquer aviso prévio aos trabalhadores, além de que, não está esclarecido o pagamento relativamente aos seus direitos por antiguidade.

A Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP comemorou os 45 anos do 25 de Abril num jantar que juntou mais de duas dezenas de pessoas, e cuja intervenção esteve a cargo de Ana Valente, mandatária distrital da CDU nas eleições ao Parlamento Europeu.

A mandatária da CDU relembrou que o 25 de Abril não se construiu nessa madrugada. O 25 de Abril foi fruto da resistência e da luta de muitos homens e mulheres que ao longo dos tempos foram construindo um país novo, dando um contributo decisivo para o derrube do estado fascista. Para isso, deu exemplos como a greve de 1934, na Marinha Grande, onde os operários vidreiros corajosamente tomaram o poder por algumas horas, sendo depois brutalmente reprimidos pela máquina fascista. E, a crise académica de 62 e 69, que constituíram importantes expressões massivas da resistência estudantil à ditadura.

Desde então, o PCP afirma que Abril, não se comemora 1 dia por ano Abril comemora-se todos os dias, defendo-o. Quando lutamos pela Escola pública, gratuita e de qualidade estamos a comemorar Abril, quando lutamos pelo nosso Serviço Nacional de Saúde estamos a comemorar Abril, quando lutamos por 1% para a cultura estamos a comemorar Abril.

Tendo tido conhecimento de que os trabalhadores do Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo se encontram com salários em atraso, nomeadamente o subsidio de Natal de 2018, metade do salário de Janeiro e os meses de Fevereiro e Março, o PCP vem por este meio manifestar a sua solidariedade tanto com os trabalhadores, como com os Utentes desta IPSS.

Devido aos salários em atraso, e ao abrigo da lei, vários trabalhadores do Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo, apresentaram já o pedido de rescisão, por justa causa, dos contratos de trabalho, o que poderá pôr em causa a qualidade dos cuidados prestados aos utentes, crianças e idosos.

Da nossa parte colocaremos a questão na Assembleia da Republica com o intuito de contribuir para um rápida resolução desta situação.

Comemorou-se sexta feira, em Macieira de Sarnes, o 98º Aniversário do PCP, com a participação de cerca de quatro dezenas de pessoas, organizado pela Concelhia de Oliveira do Azeméis do PCP e que contou com a presença de Ana Isaura Costa responsável politica da Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP e Fausto Neves, membro do Executivo da Direcção Regional de Aveiro do PCP e na animação com Miguel Araújo.

Na sua intervenção, Fausto Neves salientou que durante o Fascismo foi o PCP o único partido a recusar dissolver-se perante a ordem nesse sentido dada pelo governo fascista e a entrar na clandestinidade. Isso significou para o Partido, ainda em formação e solidificação, graves provações sendo conhecido um rol único de mártires, assassinados, torturados, enclausurados sem julgamento ou com julgamentos viciados!

Lembrou também o papel do PCP que permitiu a actual solução política e salientou os importantes avanços alcançados, como a recuperação de salários, do subsídio de Natal, dos feriados, na valorização de reformas e pensões, na redução de impostos sobre o trabalho, no apoio às famílias libertando-as dos custos dos materiais escolares, reduzindo propinas e aumentando o abono de família, na concretização da eliminação do Pagamento Especial por Conta que pesava sobre as micro, pequenas e médias empresas e em muitos outros domínios. Pese embora que muito mais longe se poderia ir, se o PS não estivesse agarrado aos constrangimentos do EURO, da Europa e do Capital.

Uma delegação de Oliveira de Azeméis do PCP esteve junto da população de Nogueira do Cravo para dar a conhecer a campanha «Água privada, água mais cara».

O PCP pôde ouvir as queixas e reclamações dos Nogueirenses que não têm ainda nem água nem saneamento da rede mesmo que, nalguns casos a instalação na rua já esteja feita.

Para os que já usufruem dos serviços da Indaqua é inadmissível que o aumento tenha sido tão grande comparativamente quando a gestão da água pertencia ao Município.

Mais uma vez, a população está de acordo com o PCP defendendo que os serviços públicos e neste caso, essenciais à vida, devam estar ao serviço da população e não ao serviço de empresas que enriquecem à custa da população.

O PCP defende que a água e saneamento devem ser públicos e acessíveis a todos.

Uma vez mais somos confrontados com notícias vindas a público de que o Governo do PSD e CDS, ao “abrigo das exigências” da Troika na sua senda persecutória contra o Serviço Nacional de Saúde, se prepara para encerrar o Serviço de Urgência Básica do Hospital S. Miguel.

A Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP não pode deixar de repudiar tal medida e manifesta a sua preocupação pelas consequências que atingirão as populações e os mais desfavorecidos se esta se concretizar, ficarão sem esta Urgência Hospitalar, de proximidade e qualidade, inaugurada em 2008 com pompa e mediatismo político.

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