Tal como em todo o país, também aqui na Murtosa agravam-se e muito os problemas económicos e sociais. Decorrente da política de direita de sucessivos Governos, a actual situação deteriora-se a olhos vistos, ainda mais agora em consequência do dito “memorando de entendimento”, verdadeiro Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS assinaram com a troika estrangeira e que nos estão a sufocar literalmente e que é urgente travar e rejeitar.

Os efeitos no Concelho e em praticamente todas as áreas destas políticas desastrosas são por demais conhecidos: falências e encerramento de pequenas e médias empresas, ruína da agricultura familiar e das pescas, aumento do desemprego e da precariedade, de novo vagas de emigração, pobreza e exclusão social, num processo de declinio e desestruturação que põe em causa a sobrevivência das actuais e futuras gerações de Murtoseiros.

Foi todo este quadro preocupante que esteve em análise numa reunião recente da organização concelhia da Murtosa, onde se constataram os reflexos e graves impactos sociais que o mesmo tem na comunidade educativa por exemplo, nomeadamente nos alunos dos vários ciclos de ensino, em especial dos que são oriundos das famílias e camadas mais carenciadas. E que a obsessão do Governo Coelho / Portas em desmantelar a Escola Pública tende a agravar, com o seu conhecido plano de concentração de escolas e dos mega agrupamentos, que teriam, a concretizar-se, consequências nefastas não só para os estudantes, professores e auxiliares de acção educativa mas igualmente para as próprias autarquias e respectivos orçamentos. Por isso há cada vez mais sectores em luta em defesa dos seus direitos e condições de vida, luta essa que é imperioso generalizar e intensificar e que terá por certo uma expressão ainda maior na greve geral de 14 de Novembro.

Ao contrário do que nos tentam “vender “ todos os dias, a actual situação não é inevitável. Há outro caminho, como reiteradamente temos defendido e fundamentado. Uma política alternativa, patriótica e de esquerda, baseada na rejeição do Pacto de Agressão, na defesa da produção nacional, na dinamização do mercado interno, na valorização dos salários e pensões, num outro rumo de progresso e afirmação da soberania nacional.

É precisamente nessa linha que se insere a actual campanha de propaganda do PCP “ Pôr fim ao desastre “ em desenvolvimento e que terá o seu ponto alto no Distrito com um Comício, no próximo dia 4 de Novembro em Oliveira de Azeméis, com a presença do Secretário Geral, camarada Jerónimo Sousa.

A realização do XIX Congresso do PCP, nos próximos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro, em Almada, sob o lema: “ Democracia e Socialismo. Os Valores de Abril no futuro de Portugal “ neste momento tão complexo e exigente, ganha assim importância acrescida para a defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo português!

Murtosa, 29 de Outubro de 2012

Organização Concelhia da Murtosa do PCP

 

 

 



 









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