A Direcção da Organização Regional de Aveiro (DORAV) do PCP reuniu a 25 de Maio de 2018, debatendo os desenvolvimentos da situação política internacional, nacional e distrital, assim como apreciando as acções em prática para ampliação da influência do PCP e para o reforço da sua organização no Distrito.

1. Os desenvolvimentos das últimas semanas no quadro internacional confirmaram da pior forma possível as preocupações já manifestadas pelo PCP quanto ao agravamento da situação. O assassinato de dezenas de palestinianos pelo estado de Israel no dia da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém é o dia mais negro duma escalada de tensão e violência que se tem feito sentir na região, mas também noutros pontos do globo.

2. A evolução da situação do País e dos trabalhadores é indissociável do contributo dado pelo PCP para, num quadro complexo e exigente, se alcançar a reposição de direitos e rendimentos. Este facto tem tido impacto na vida quotidiana de milhões de portugueses e repercute-se na recuperação de alguma vitalidade económica do País, contrariando as teses, veiculadas por PSD e CDS durante largos meses, que vão desde o “diabo” até ao “afundamento nacional”.

3. A DORAV do PCP sublinha que uma boa parte destes avanços – para além de outros que entretanto foram aprovados, mas estão ainda por implementar – realizaram-se em sede de Orçamento do Estado, pelo que considera desajustados a linha de condicionamento de opinião e o posicionamento veiculados pelo Presidente da República e pelo Primeiro-Ministro. Como sempre fez, o PCP não julga documentos que não existem, sendo certo que, como sempre, não faltará à análise, à discussão e à defesa de todas as propostas que contribuam para afastar o País da política de direita que tanto dano causou ao longo de décadas de Governos PS/PSD/CDS.

4. A crescente convergência do PS e do seu Governo com um PSD apenas cosmeticamente transformado constitui um negativo desenvolvimento dos últimos meses. Os falsos argumentos de forma, as preocupantes considerações de princípio, o chumbo por parte do PS de propostas que visavam a eliminação de normas gravosas do Código do Trabalho ou a implementação das 35 horas de trabalho por semana de forma universal, bem como a concretização da dita “descentralização” de funções sociais do estado fundamentais e insistência numa destrutiva política de redução do défice, são tudo aspectos que clarificam onde se situa o PS no actual quadro e atestam da necessidade de dar mais força ao PCP.

5. Os problemas vividos pelos trabalhadores e pelo povo do País e do distrito de Aveiro falam por si no que toca à necessidade de romper com a política de direita. Tal como o PCP tem denunciado ao longo dos últimos meses multiplicam-se os casos de precariedade e de exploração dos trabalhadores (incluindo no sector público), a necessidade de investimento em equipamentos públicos e na contratação de pessoal, particularmente na Educação e na Saúde, mas também em outros exemplos gritantes (como demonstrado pelo alarmante relatório das Infra-estruturas de Portugal sobre a degradação da Linha do Vale do Vouga e o troço Ovar-Gaia da Linha do Norte).

6. É neste contexto que a DORAV do PCP sublinha a importância das muitas acções de luta desenvolvidas por todo o Distrito, quer à escala de empresa ou local de trabalho (como na Treves, na Tesca, na Misericórdia de Estarreja, entre outros), quer como parte integrante de acções desenvolvidas sectorialmente à escala nacional (de onde merece especial destaque a grande manifestação de professores de 19 de Maio), quer no plano das lutas das populações (como os utentes da Extensão de Saúde de Nossa Senhora de Fátima, Aveiro, ou os pais e alunos da Escola de Esmoriz, Ovar), bem como várias outras camadas da população (como seja a grande manifestação promovida pelo Movimento Democrático de Mulheres no dia 10 de Março). Sublinha-se em particular, os milhares de participantes que integraram as comemorações do 25 de Abril e a grande manifestação promovida pela União de Sindicatos de Aveiro no 1º de Maio. Neste indispensável caminho de luta, o PCP considera da maior importância a mobilização para a jornada de luta convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 9 de Junho.

7. A concretização da campanha “Valorizar os trabalhadores. Mais força ao PCP!” tem dado visibilidade a vários dos muitos problemas de que os trabalhadores do distrito são vítima. A juntar aos panfletos e às notas de imprensa (tantas vezes pura e simplesmente ignorados por uma comunicação social que prefere ocultar esta dimensão da realidade), realizaram-se várias iniciativas, de onde se destaca o jantar-comício de 20 de Abril com a presença do Secretário-Geral do PCP, em Anadia. Para as próximas semanas estão projectadas importantes audições com os trabalhadores dos transportes rodoviários (26 de Maio) e têxteis (1 de Junho), que contarão com a presença de deputados do PCP.

8. Dando continuidade ao elevado volume de iniciativa política das organizações no Distrito, de onde se destaca uma sessão, em Aveiro, de evocação dos 150 anos do Manifesto do Partido Comunista, o PCP continuará a assinalar os 200 anos do nascimento de Karl Marx e a intervir no plano das questões locais, destacando-se desde já a realização do Convívio Regional do PCP, no próximo dia 7 de Julho, em Oliveira de Azeméis, com a presença do Secretário-Geral do PCP.

9. O PCP prosseguirá o contacto com centenas de trabalhadores para adesão ao Partido, a entrega de um novo cartão e actualização dos dados de todos os militantes, a constituição de novos organismos de empresa e/ou sector profissional, de reformados e de âmbito local. São ainda prioridade do Partido, o reforço da capacidade de recolha financeira das organizações e a realização de assembleias de organização concelhias de acordo com o planificado, valorizando-se o êxito da já realizada em Oliveira de Azeméis.

10. Na mesma linha, intensificam-se os preparativos da próxima edição da Festa do Avante, nomeadamente no que toca à sua divulgação, construção e concretização, sempre assentes no trabalho militante que faz desta a maior iniciativa político-cultural do nosso País.

Aveiro, 25 de Maio de 2018


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