A Funfrap, empresa de fundição com 37 anos de experiência no sector automóvel, sediada em Cacia (concelho de Aveiro), apresentou no ano passado um volume de vendas aproximado de 30 milhões de euros e emprega cerca de 500 trabalhadores.

Apesar duma laboração permanente e de ser evidente que a fábrica tem uma posição consolidada há situações inaceitáveis a passar-se no seu seio, uma vez que há trabalhadores, com a mesma categoria profissional, com diferenças salariais que, em alguns casos, podem chegar aos 300€. 

Esta é uma situação que não é nova, mas que se viu agravada em 2017. Decorrente da política de baixos salários da Funfrap, foram vários os casos de trabalhadores que saíram, procurando trabalho em empresas que lhes oferecessem remunerações mais justas. Para procurar estancar esta saída de profissionais experientes e com capacidade, mas até agora sempre desvalorizados, a administração atribuiu aumentos extraordinários a alguns trabalhadores que, em alguns casos, rondaram os 200€ mensais. 

Tal facto seria até louvável, não fosse o caso de, na maioria dos trabalhadores, os acertos salariais andarem entre os 3€ e os 24€, contribuindo assim para agravar a maior discriminação e aumentar o fosso entre os salários de trabalhadores que desempenham as mesmíssimas funções.

O PCP considera que se está perante um quadro de injustiça e mesmo ilegalidade, já que a administração da empresa está a violar o princípio básico de "a trabalho igual, salário igual", considerando urgente que a empresa elimine tais desigualdades, a partir de uma política salarial sem discriminações, que valorize devidamente os profissionais com remunerações justas e que lhes dêem condições de satisfação para que não se sintam tentados a mudar de lugar de trabalho, por forma a garantir a experiência, estabilidade e qualidade da produção.

Depois de muitas vezes alertada pelas organizações representativas dos trabalhadores, cabe à administração repor a legalidade e defender a própria sustentabilidade da empresa, satisfazendo as reivindicações dos trabalhadores. O PCP continuará ao lado dos trabalhadores da Funfrap no combate às discriminações e à precariedade laboral e na luta por um justo aumento salarial.
 

Aveiro, 24 de Abril de 2018
O Gabinete de Imprensa da Dorav do PCP


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