De acordo com as informações veiculadas pela comunicação social, está projectado pela administração dos CTT o encerramento de 3 balcões dos Correios no Distrito de Aveiro. Os postos agora visados são: Paços Brandão, uma das maiores freguesias de Santa Maria da Feira; Universidade de Aveiro, bem no coração da capital do distrito; e Barrosinhas, em Águeda, na fronteira com o concelho de Aveiro.

A confirmar-se, o encerramento destes balcões terá graves implicações na vida de todos os utentes dos CTT, em particular, e das populações, em geral. É importante notar que, para lá das esfarrapadas desculpas até agora apresentadas, tais encerramentos converter-se-ão no aumento das deslocações de actuais utentes (algo muito complexo no caso sobretudo de alguma população mais idosa, que depende dos Correios para o levantamento das suas pensões, em territórios onde é reconhecida a falta de transportes públicos de qualidade), mas também no sufocar dos balcões remanescentes, onde logicamente os tempos de espera aumentarão e a qualidade do serviço se degradará ainda mais – pese embora os esforços dos trabalhadores da empresa.

Depois de anos de degradação do serviço postal, encerramento de balcões, soluções “informais” para substituição de balcões e distanciamento das populações, contribuindo para a destruição do prestígio de uma empresa pública com excelente reputação, este é mais um elemento a confirmar que o PCP tinha razão ao estar contra a privatização dos CTT. Muito mais do que um negócio, o serviço postal de um País é um elemento de proximidade e coesão territorial, algo que só pode ser garantido por um serviço público.

O PCP considera que o Governo e as autarquias dos postos em causa se devem pronunciar, exigindo que esta medida não vá avante, defendendo as populações e os trabalhadores da empresa. Da mesma forma, o PCP apela às populações que não se resignem e lutem contra esta decisão injusta e lesiva do interesse público.

Por fim, o PCP insiste na necessidade da recuperação do controlo público dos CTT, criando as condições para impedir a sangria actual, garantindo o futuro da empresa e o cumprimento dos seus objectivos históricos, não se sujeitando a desvirtuações ou mistificações que conduzam à sua destruição.

O Gabinete de Imprensa da DORAV do PCP
Aveiro, 3 de Janeiro de 2018


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