DORAV

Os trabalhadores do Centro Hospitalar do Baixo Vouga foram confrontados esta manhã com o facto de os seus salários não terem ainda sido processados.

Esta falha é particularmente grave por se tratar de algo que não é sequer inédito na história recente desta instituição. A isso acresce o facto de, neste caso, se tratar de um mês em que, além dos salários, os trabalhadores devem receber os subsídios de férias.

Tratando-se hoje de uma quinta-feira é imperativo que os salários sejam recebidos no dia de amanhã sem falta, sob pena de muitos trabalhadores se verem na impossibilidade de satisfazer compromissos da sua vida pessoal.

O PCP questionará novamente o Ministério da Saúde para que se apure cabalmente as causas desta falha do CHBV e se tomem as medidas necessárias para que ela não aconteça novamente.

O PCP inicia hoje uma jornada de uma semana em defesa do Serviço Nacional de Saúde, com o lema “A Saúde é um direito, Não é um Negócio” que teve o seu início no distrito de Aveiro com uma distribuição do panfleto nacional a profissionais e utentes do Centro Hospitalar entre Douro e Vouga, em Santa Maria da Feira.

As dificuldades que se vivem hoje no acesso aos cuidados de saúde, fruto de uma prolongada ofensiva, fundamentalmente através de diversos encerramentos de unidades de saúde, da privatização de serviços e da falta de investimentos públicos fundamentais para a sua manutenção e melhoria levam a que seja urgente uma resposta em defesa do SNS.

Durante o contacto com os trabalhadores e utentes desta unidade hospitalar houve a possibilidade de se partilhar as principais preocupações e problemas vividos no quotidiano deste hospital nomeadamente, a falta de auxiliares e enfermeiros, a sobrelotação e a dificuldade de dar resposta às necessidades básicas.

É notório que a dimensão desta unidade está aquém das necessidades uma vez que aquando da sua construção a resposta que estava no seu âmbito era mais reduzida, tendo hoje, após os encerramentos de outros hospitais em concelhos vizinhos concentrado os serviços. Desde o parque de estacionamento que não consegue dar resposta a todos os funcionários e utentes, à falta de camas e pessoal, bem como à resposta incapaz do Serviço de Urgênci0a, sendo fundamental tomar medidas que possam dar resposta às principais preocupações de utentes e profissionais de saúde.

No âmbito da campanha do PCP “Mais Investimento, mais profissionais para o Serviço Nacional de Saúde” uma delegação de Albergaria-a-Velha do PCP visitou o USF D. Tereza onde se reunião com a Coordenadora desta unidade, Dra. Helena Melo.

A USF D. Tereza em Albergaria-a-Velha está a funcionar mal por falta de pessoal médico e administrativo. Neste momento tem 3 médicos e 3 administrativos quando para funcionar bem deveria ter 6 médicos e 6 administrativos. Situação que tende a agravar-se pois um desses médicos pediu a reforma há um ano, que a qualquer momento lhe pode ser concedida.

As instalações estão degradadas, com o aquecimento avariado, paredes danificadas e a cobertura deixa entrar a água da chuva, até nos gabinetes onde decorrem as consultas.

De acordo com a informação dada pela Dra. Helena Melo, a USF D. Tereza neste momento não funciona, pois não tem autonomia sequer para mandar arranjar um vidro partido, não pagam as despesas correntes de água, luz, etc., pois está tudo centralizado. E mais grave ainda, não podem contractar médicos nem funcionário, pois estão pendentes da autorização da Administração Regional de Saúde.

Segundo foi possível apurar pelo PCP, a CGD prepara-se para encerrar 5 balcões no distrito de Aveiro!

Esta decisão merece a mais firme oposição do PCP, uma vez que contraria os interesses das populações e das empresas (particularmente das micro, pequenas e médias), conduzindo à supressão de diversos postos de trabalho e apenas contribuindo para colocar mais pressão e congestionar os restantes balcões.

Entre os balcões na calha a encerrar, encontra-se inclusive o edifício sede da CGD em Aveiro, que, ao que foi possível apurar, será convertido em unidade hoteleira, sendo que alguns dos seus trabalhadores foram já transferidos para o Porto e Coimbra. Estão também na lista os balcões da Universidade de Aveiro, Avanca (Estarreja), Nogueira do Cravo (Oliveira de Azeméis) e Rio Meão (Santa Maria da Feira).

Uma delegação do PCP esteve em contacto com os trabalhadores de várias empresas do Grupo Simoldes para distribuir um documento em que se denunciavam alguns dos problemas que eles enfrentam no seu quotidiano.

Como se tem vindo a denunciar, neste grupo empresarial, que investe tantos milhões na sua expansão, com um enorme volume de vendas, não é compreensível que recorra a empresas de aluguer de mão-de-obra, para contratar trabalhadores. Quem aqui trabalha com vínculos precários, mas ocupa postos de trabalho permanentes, a única certeza que tem é a incerteza quanto ao seu futuro, apesar deste grande grupo que é a Simoldes ter um futuro bem claro e prospero.

Para além da precariedade, também a imposição dos bancos de horas, que não passam de um depósito de horas de trabalho não remunerado, é uma realidade. Para quem se recusa a aceitar os bancos de horas, a ameaça e repreensão são uma constante.

O PCP realizou na passada sexta feira, 1 de Junho, no Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha um debate sob o lema: «Prostituição  uma grave forma de violência e exploração». Esta iniciativa teve a participação de João Pimenta Lopes - Deputado do PCP no Parlamento Europeu, Pedro Vaz Pato – Juiz e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação «O Ninho», Márcia Oliveira – Dirigente do Movimento Democrático de Mulheres, e Tiago Vieira – Membro do Comité Central do PCP.

O debate, muito participado, contou com a presença de meia centena de pessoas e esclareceu que a prostituição é uma expressão extrema de exploração e violência, um grave atentado aos mais elementares direitos e à dignidade das pessoas prostituídas. Não é uma opção nem para as mulheres prostituídas, escravizadas nas redes criminosas internacionais de proxenetismo, nem para as que são aprisionadas por outras formas de exploração por parte do proxenetismo.

Na verdade, o tráfico de seres humanos para fins sexuais alimenta redes internacionais de proxenetismo, tornando este crime num negócio cada vez mais lucrativo. Em simultâneo, crescem e florescem outras formas lucrativas de exploração para a prostituição não ligadas ao tráfico e que envolvem elevado número de mulheres. Um e outras exploram, violentam e mercantilizam o corpo, a dignidade e direitos básicos de muitos milhões de mulheres e crianças. A legalização da exploração da prostituição não defende as mulheres prostituídas, legaliza a «indústria do sexo», dá cobertura a outros crimes, como o branqueamento de capitais.

Na passada 6ª feira, a agenda do PCP foi dedicada ao sector têxtil. Contando com a presença do deputado comunista ao Parlamento Europeu, Miguel Viegas, realizou-se uma uma visita à Flexitex, empresa de São João da Madeira especializada no revestimento de colchões, seguida de uma audição com trabalhadores do sector têxtil no Museu da Chapelaria, no mesmo concelho.

A Flexitex dedica-se ao revestimento de colchões desde 1964. Emprega hoje cerca de 100 trabalhadores e tem procurado adaptar-se às constantes mudanças de um mercado cada vez mais globalizado. Hoje, as suas vendas estão mais viradas para o mercado interno, na medida em que se torna cada vez mais difícil concorrer com países terceiros, como a Turquia, onde os custos de contexto são muito inferiores.

Sendo este sector específico muito intensivo em capital, é no custo energético onde esta diferença é mais gritante. As candidaturas aos apoios da União Europeia são outro aspecto crítico tendo em conta a elevada burocracia e morosidade dos processos que dificulta o acesso a muitas PMEs. Contrariamente ao discurso da Comissão Europeia, a tão apregoada simplificação dos regulamentos associados aos fundos estruturais ainda não chegou ao terreno!

No passado dia 26 de Maio, o PCP realizou uma Audição Pública dirigida aos trabalhadores de transportes pesados de passageiros e mercadorias. Numa sessão bem participada, na qual os trabalhadores nos deram os seus testemunhos e mostraram as suas preocupações, ficou evidente um geral desrespeito pelos direitos dos trabalhadores neste sector.

Uma das maiores preocupações dos trabalhadores são os horários desregulados, não podendo conciliar a vida profissional com a vida pessoal e familiar; o desrespeito pelo tempo de descanso também é uma das grandes preocupações, pois, para além de pôr em risco o próprio trabalhador, obviamente põe em risco a vida de terceiros. Em particular, os trabalhadores da AveiroBus, para além de mostrarem descontentamento com os horários, o excesso de carga horária que em nada beneficia os serviços, uma vez que os horários são feitos em beneficio da empresa e não da população.

A deputada do PCP na Assembleia da República, Diana Ferreira, apresentou também as propostas do PCP para o sector.

A Direcção da Organização Regional de Aveiro (DORAV) do PCP reuniu a 25 de Maio de 2018, debatendo os desenvolvimentos da situação política internacional, nacional e distrital, assim como apreciando as acções em prática para ampliação da influência do PCP e para o reforço da sua organização no Distrito.

Na sequência das visitas anteriores, Miguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu, acompanhado de Isabel Lemos da organização do partido na Mealhada, estiveram reunidos com a Rota da Bairrada. A reunião incluiu uma visita ao restaurante/matadouro Pedro dos Leitões e um encontro com um produtor de leitões da Mealhada.

Com esta iniciativa, o PCP pretende conhecer melhor o processo em curso de certificação do Leitão da Bairrada. Um projeto que poderia contribuir para revitalizar o setor da agropecuária da região que está moribundo, muito por culpa das políticas erradas dos governos nacionais e da União Europeia que obriga milhares de pequenos produtores a abandonar a atividade.

Estima-se que a produção da Bairrada represente qualquer coisa entre um milhão e meio a dois milhões de leitões por ano, parte dos quais oriundos de fora do país. Por aqui se pode avaliar o enorme potencial de desenvolvimento que poderia resultar de um processo de certificação, bem conduzido em função dos interesses locais. A necessidade de tipificar o produto, usando uma raça local, como seja o porco bísaro, constitui o primeiro passo visando a construção de um caderno de encargos que terá que passar pelo crivo de Bruxelas.


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